Jacir Pinto de Araujo e Vanessa Marceli de Araujo

20.01.2020


A contaminação visível na água da Rede Pública distribuída no Rio de Janeiro, perto de dois meses antes de se comemorar mais um Dia Mundial da Água, traz mais uma vez à tona, a preocupação com os reflexos na saúde sobre esse que é, o alimento mais consumido pelos seres humanos.


Com a falta de confiança no conteúdo amarelado dos copos, fato comum em algumas regiões do Nordeste, a demanda pela água mineral naquela cidade aumentou, a ponto de se esgotarem os produtos nas prateleiras do comércio e repetir os fenômenos de alguns anos passados.


Sem a preocupação com a performance dos purificadores de água da rede pública em lidar com essa situação caótica nas residências, hospitais e empresas, vamos nos ater às novas e imperdíveis oportunidades concorrenciais de expansão nos negócios, aos que se dedicam ao envase e ao comércio da água mineral natural.


Nota-se que a demanda pela água mineral é crescente e confortável para as Fontes, amplamente favorecidas pela contaminação rotineira dos rios, represas e do subsolo, em áreas urbanas e rurais.


Em contrapartida, a incidência cada vez maior de nitrato resultante de vegetais, animais e agrotóxicos em decomposição na superfície, que se misturam na água mineral extraídas nas fontes, merece muita atenção.


Num estudo realizado no ano de 2005 em 97 rótulos de água mineral, constatamos que em 81 havia informação de presença de nitrato, cuja média era de 3,93 mgL e as maiores incidências, eram de 33,46 ml, 31,19 mgL e 30,30 mgL, respectivamente.


Nos estudos posteriores, observamos aumento anormal na incidência de nitratos em Fontes, onde, coincidentemente, também havia históricos de substâncias filamentosas da natureza, em suspensão na água.


Atentos a isso, identificamos entre as prováveis das causas, o assentamento lento e contínuo de substâncias com passagem bloqueada nos filtros, que retornam e se acumulam no fundo das nascentes, criando ambientes favoráveis ao aumento no índice dos níveis de nitrato.


Acreditamos que isso pode ser evitado ou minimizado com higienes periódicas nos poços artesianos ou semi-artesianos e contribuir para aumentar a eficácia e a vida útil dos filtros.


A micragem adequada e a inspeção preventiva e rotineira da eficácia e da saturação dos filtros são grandes aliados na sensação de limpidez, pureza e leveza da água mineral.


Isso é muito importante na fidelização da marca e bastante útil para as Fontes e os distribuidores manterem as vendas continuadas.


Jacir Pinto de Araujo         Vanessa Marceli de Araujo

Gestor de Negócios           Nutricionista CRN-3 19.791